You are viewing [info]ashey's journal

Previous 5

May. 15th, 2012

pink room

(no subject)

Ontem estava deprimida, hoje comprei 4 pares de sapatos.

Apr. 21st, 2012

pink room

do ser mãe.




Desde que a minha irmã me fez tia e sigo de perto o crescimento do meu sobrinho, a minha visão sobre o que é ser mãe modificou de alguma forma.

Como disse num post antigo, o Guilherme sempre foi um bébé muito esperado. Para muita(o)s de nós, a ideia de ter um filho, quer na infância quer já a entrar na vida adulta, é por norma uma ideia envolta numa nuvem cheia de amor, de empurrar carrinhos lindos, de roupas pequeninas e fofas, peles suaves e bocejos de derreter. E isso é tudo verdade. Acrescentando ainda o cheirinho bom deles, o corpo quente pequenino junto ao nosso e tantas outras coisas boas...

Mas ter um filho é uma reviravolta na nossa vida de 180º. Tudo muda na nossa rotina, as prioridades modificam e o foco deixa de ser o "eu" para ser "ele" (ou ela). Quando hoje em dia ouço alguém dizer que porventura ter um filho seria uma boa solução para o casamento que está "bamboleante", arrrepia-me, pois um filho não salva, de todo, um casamento. Pelo contrário. O casamento convém estar sólido e o casal preparado psicologicamente para a chegada do novo membro da família e tudo o que isso implica: o bom e o mau. Preparado para as fraldas com os seus respectivos conteúdos, as várias mudas de roupa diárias, as cólicas, os choros sem razão aparente, as "manhas", a privação do sono (que é muita!), a preparação de comida quase diária, a jigajoga dos horários (onde deixo o miúdo, com quem e de que horas a que horas), as horas infindáveis a ver os bonecos na televisão que o miúdo adora, brincar com N brinquedos todos os dias, horas sem fim, a não fazer umas férias fora durante um bom tempo (e a tralha que isso implica quando se vai) ou a logística/dificuldade que implicam coisas simples como ir a um cinema, ou cortar o cabelo, ou ir às compras!... Enfim, a privação deles próprios, porque o importante, o que vem em primeiro lugar é o filho. Isto, sendo um bébé saudável, porque quem tem filhos doentes ou que apanham tudo, pode acrescentar mais horas de privação de sono, tempo no pediátrico, choros e gritos de dor e tudo o que tal implica...

Que nunca ninguém me venha cá dizer que a licença de maternidade são "umas férias"... O fantástico que constatei é que a maternidade deve despoletar uma série de hormonas que fazem com que meras mulheres, ao se tornarem mães, se tornem super-mulheres! Uma força vinda de não sei onde apodera-se delas e faz com que continuem sempre a sorrir mesmo apesar de todo o cansaço, de darem de mamar de 3 em 3 horas (ou menos), de trocarem inúmeras fraldas e roupas, de toda a roupa delas andar bolsada, com baba ou suja de papa, de fazer comida e afins, de passarem a maioria do dia com um ser minúsculo que lhes ocupa quase todo o seu dia sem quase terem oportunidade de fazer mais nada (aprendem a tomar banho em 5 minutos), e muitas vezes passam dias inteiros dentro de casa (não esquecer o dar de mamar de 3 em 3h inclusive durante a noite!), em que serem elas próprias fica para 2º, 3º ou 4º plano. Por isso não, minha gente, não são umas férias, de todo. E digam o que disserem, sinceramente acho que isto é uma coisa que só uma mulher conseguia fazer... 4 a 6 meses, 24 horas por dia? Try them.

Estas mulheres são mães, muitas mães pelas 1ª vez com todas as dúvidas, medos, pressão e avaliação familiar que isso acarreta, com todo o cansaço que daí advém, e no entanto têm tanta força de vontade que ainda conseguem esboçar um sorriso quando o filho delas faz birra pela 5678ª vez.

E sabem porquê? Porque quando aquele ser pequenino, que faz o mundo familiar girar à sua volta, dá aquela gargalhada divina, faz uns sons deliciosos ou diz "pa pa", "ma ma", ou "ba ba", faz compensar tudo! Parece que quando está presente, faz esquecer a maioria das chatices da vida, faz com que a família se una e lembra-nos o porquê de estarmos vivos e a importância e bênção que é de sermos responsáveis pela educação e criação de mais um ser neste mundo!

Apr. 19th, 2012

pink room

Organizando o baptizado do Gui, saga e peripécias

Estou a modos que a organizar o baptizado (sem Acordo Ortográfico, lamento) do meu sobrinho e não imaginam a minha dificuldade em encontrar coisas em Portugal simples e elegantes, basicamente... de bom gosto!

Tenho noção que tenho um gosto algo particular, sou dada a coisas mais contemporâneas e modernas, tudo o que possa ser simples e diferente agrada-me. Se estivesse a planear o casamento de alguém, estaria rodeada de exemplos e bons fornecedores (alguns já os "apanhei") que em Portugal já existem e imensas imagens inspiradoras. Agora, baptizados!... Já vi site após site e se vejo mais um saco de organza, mais um bébé em fimo ou qualquer coisa em feltro, acho que dou em louca... Sei que corro o risco de ofender (o gosto de) alguém, fica já o alerta, mas gostos não se discutem (após o post, claro :)).

Como vou ser madrinha, as procuras iniciais foram pela vela e toalha de baptismo (para quem não sabe, é para limpar a água que verte pela cabeça da criança). Achei tudo super hiper tradicional e/ou antiquado e algumas mesmo pindéricas, tenho de confessar... No entanto a única coisa que já comprei foi a toalha, não podia fugir muito, foi a melhor de todas das que vi na loja (mas não foge ao tradicional). Com as pesquisas também fiquei a saber que além da vela convém levar uma concha para a água que vai benzer a criança... não é obrigatório, mas já que vou ser madrinha, quero fazer tudo a preceito! Ah, além da vela, da toalha e da concha convém também ter o babete de baptizado! Fui a uma loja em Lisboa e quando me mostraram o exemplo de um quase que perguntei quantos anos tinha o cujo. Amarelo e feio que doía, a sério... poupem-me.

A saga da roupa vai ser algo para fazer mais perto da data, em Julho, por causa do tamanho do miúdo. Tenho uma determinada ideia em mente, e já sei que vai haver "guerra", supostamente a madrinha é que escolhe (paga, devia escolher, não? :P), mas tenho de passar pela censura da mãe e da avó, que têm um gosto um pouco diferente do meu por vezes, e nem sempre é fácil o consenso (já vou ouvir por esta...). A ver vamos!

Basicamente, organizar um baptizado pode chegar a ser como a organização de um casamento, em menor escala. Consegui arranjar o fotógrafo e o local, e julgo estar satisfeita. Quanto aos convites, vou à gráfica até ao final da semana porque tenho também uma ideia em mente, mas tenho de ver com eles cortantes e papéis para ver se consigo chegar ao meu objectivo final (que ainda não sei bem bem como quero que fique, só amadurecendo a ideia indo lá ver as coisas). Animação infantil, está encaminhado, mas a não estar, facilmente se arranja. Para o bolo também fui reunindo várias imagens e temos já mais ou menos uma ideia do que queremos (eu e mãe).

O que ainda está por definir exactamente são as lembranças... Não consegui achar a coisa ideal, pelo preço ideal, claro está. Agora está na moda as lembranças também nos baptizados, eu queria algo útil e que não fosse arrumado numa gaveta no dia a seguir. A melhor ideia até agora é um íman para o frigorífico (isto porque o marcador de livro já recebemos num baptizado de família e era o que eu queria fazer). Outra das coisas são os marcadores de mesa, que também não estão definidos - também se vejo mais um porta-fotos de mola para isto, caio para o lado. A juntar a isto, há ainda o placard (ou afins) das mesas e o livro de honra, algo que estou a tentar contornar para fugir um pouco ao tradicional.

Agora ando nas pesquisas além mar, que é como quem diz, estrangeira! O problema é que se encontro coisas que gosto ou são caríssimas ou não enviam para cá!... Difícil.

E encontrar coisas de baptizado sem ser branco, rosa ou azul? Não existe!

Sugestões são sempre bem vindas :)
Tags:

Mar. 29th, 2012

pink room

E...

Se te perguntassem... "O que é que te faz vibrar? Mesmo vibrar?"

O que respondiam?

Dec. 20th, 2011

pink room

A atenção com o consumidor.

Algumas marcas ainda não perceberam bem a política das redes sociais. Não se apagam posts dos clientes/utilizadores das páginas das marcas/empresas, ponto. Ter uma página no Facebook toda a gente e toda a marca tem, mas é tipo casamento: para o bem ou para o mal. Não é por nos ferirem no ego, sendo nós uma empresa, que vamos ficar todos ressabiados - nem podemos. Ainda para mais quando temos de ter em conta e tentar seguir a máxima de que "o cliente tem sempre razão" (mesmo quando não tem), pois a proliferação da consequência pode ser muito grave e assim nasce a má reputação e destruição uma marca.

Hoje aconteceu comigo. Sigo a Revista Sábado no FB, e por acaso nem é uma página que debita dezenas de coisas por dia, mas faz um resumo jeitoso e gosto, por desporto, de ver um ou outro artigo de vez em quando. Dei por mim a ler isto: "Os vícios anti-stress das celebridades", quando li a parte da Julia Roberts, em que dizia algo como "Para a actriz, coser gorros e camisolas é um dos seus passatempos favoritos.". Ao ler aquilo, e sabendo já há bastante tempo que o passatempo da Julia Roberts é tricotar e que os gorros e as camisolas, por norma, não se cosem mas sim tricotam, comentei no post do FB referente ao artigo, copiando o texto, a dizer isso mesmo, que era tricotar e não coser.

Passado pouco tempo, quando estava a fazer scroll no mural principal, passo outra vez nesse post e reparei que não tinha comentário nenhum. Fui à página da revista e confirmou-se, nenhum comentário. Comecei a duvidar se o tinha colocado, até ir ao artigo. Tinham modificado para "Para a actriz, elaborar gorros e camisolas é um dos seus passatempos favoritos.". Que grande lata. Modificam o texto por causa do meu comentário, e depois apagam o mesmo. Não querem nada negativo no mural...nada que manche a reputação, como um erro num artigo. Ainda comentei outra vez (mencionando que era má politica de comunicação eliminar comentários) mas entretanto apaguei, porque aquilo também se vê na página online do artigo e não preciso disso.

Já noutro dia escrevi no mural de uma empresa no FB que o link de um pdf não estava a funcionar (e queria ter o pdf, o mesmo até era publicidade deles), e eles responderam prontamente, agradecendo e dizendo que já estava, e apagaram o post. Não me fez mossa e nem liguei muito, mas na altura não gostei. Ok que não era importante, que estava resolvido e que "manchava" o seu mural, mas ficavas-lhe muito bem terem deixado o post, as pessoas verem que a resposta foi educada e rápida e o assunto ficou resolvido, era só vantagens, mas lá preferiram assim.

Ainda não aprenderam com a Ensitel, EDP,...? Não foi suficiente? Enfim, o respeito pelos consumidores é algo a que as marcas deveriam investir e bem, porque o destaque faz-se por isso, ao mínimo contacto. Quantas vezes não deixámos de ir a certa loja porque não gostámos do atendimento emproado ou mal educado da empregada(o)? Quantas vezes não voltámos a comprar num mesmo local porque temos uma resposta imediata/atendimento cuidado/boa educação (mesmo que não resolvendo o problema de imediato ou mesmo que o produto seja mais caro?). Eu já!

Quando vejo um estabelecimento a agir ainda desta maneira seja online ou seja ao vivo, concluo que das duas uma: ou têm muitos clientes e não se importam de ir perdendo alguns, ou não querem ter sucesso, de todo.

Previous 5